A PAIXÃO IMPREVISTA (1933-1954)

Governador de Minas


Juscelino é saudado na praça da Liberdade, em Belo Horizonte, por ocasião de sua posse no governo de Minas Gerais, 1951 O fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, abalou as tiranias ao redor do mundo – entre elas, o Estado Novo imposto por Getúlio Vargas em 1937. Pressionado, em fevereiro daquele ano o ditador marcou eleições gerais. Manobrando com astúcia, incentivou a criação do Partido Social Democrático (PSD) e a candidatura de seu ministro da Guerra, o general Eurico Gaspar Dutra, à presidência da República.

Vargas acabaria deposto, em outubro de 1945, mas conservou influência suficiente para, em dezembro, eleger Dutra, com larga vantagem sobre o brigadeiro Eduardo Gomes, e para conquistar uma cadeira de senador.

Nas eleições para a Assembléia Nacional Constituinte, realizadas no mesmo dia, o PSD fez a maioria dos senadores e dos deputados federais – entre estes, Juscelino Kubitschek, que com o fim do Estado Novo deixara a prefeitura de Belo Horizonte.

Foi o segundo deputado mais votado em Minas e chegou a ter seu nome cogitado para disputar o governo estadual nas eleições de janeiro de 1947. Já estava, porém, comprometido com a candidatura de José Francisco Bias Fortes e não aceitou. Bias seria derrotado por Milton Campos, da União Democrática Nacional (UDN).

Na cerimônia de posse no governo de Minas, em 31/01/1951, Juscelino ouve o discurso de seu antecessor, Milton Campos Na eleição seguinte, em 1950, JK brigou com Bias pela indicação na convenção do PSD mineiro e saiu vitorioso, por treze votos a dez. A 3 de outubro, enquanto Vargas era eleito presidente, batendo Eduardo Gomes, JK vencia seu concunhado Gabriel Passos, candidato da UDN, e, com 56,5% dos votos, se tornava governador de Minas Gerais.