A PAIXÃO IMPREVISTA (1933-1954)

Binômio energia e transporte


Cartaz da candidatura de JK para o governo de Minas Gerais, 1950 JK chegou ao governo de Minas com um programa que se chamava "binômio energia e transporte".

O principal objetivo – promover a industrialização de um estado até então condenado à agricultura e à pecuária – seria alcançado com a criação de empresas energéticas regionais e ao entrosamento delas numa holding, as Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig).

A eletrificação do estado, graças à construção das usinas de Salto Grande, Itutinga, Paredão e Pandeiros, entre outras, e a ampliação da usina de Pai Joaquim, permitiu a instalação, em Contagem, nas imediações de Belo Horizonte, de uma usina siderúrgica do grupo alemão Mannesmann.

O governador Juscelino Kubitschek inspeciona obras de estradas de rodagem No outro item do binômio, os transportes, o governo JK construiu dezesseis estradas-tronco – mais de 3 mil quilômetros –, permitindo integrar as regiões de Minas e facilitando o acesso a outros estados. Cuidou-se também dos transportes aéreos – não fosse JK um apaixonado pela aviação: ao termo de seu mandato, havia em Minas 75 campos de pouso capazes de receber aviões de porte médio.

O setor da agricultura ganhou uma empresa, a Fertilizantes de Minas Gerais (Fertisa), para produzir adubos com a apatita de Araxá e o potássio de Poços de Caldas. A pecuária viu surgir a Companhia de Frigoríficos de Minas Gerais (Frimisa). Foram construídos 120 postos de saúde, 137 escolas e 251 pontes, ao mesmo tempo em que se criavam conservatórios de música e faculdades de medicina, direito, farmácia, odontologia e belas-artes.

JK no palácio do Catete, Rio de Janeiro, 1959 Visíveis para além das fronteiras de Minas, as realizações de seu governo permitiram a JK sonhar com vôo mais alto, que o faria pousar no Catete, sede da presidência da República – o "Palácio das Águias", como era então conhecido.