DIAMANTE EM FORMAÇÃO (1902-1932) O telegrafista Para que o filho pudesse viajar a Belo Horizonte e lá prestar o concurso para telegrafista, em julho de 1919, Júlia Kubitschek precisou vender a única jóia que tinha, um colar de ouro, herdado da mãe. Eram 89 candidatos e Juscelino classificou-se em 19º lugar. Enquanto esperava a nomeação, voltou para Diamantina e conseguiu autorização para praticar telegrafia na agência local dos Correios. Deixou de vez sua cidade quando, finalmente, foi convocado para assumir o posto de telegrafista-auxiliar na estação ferroviária de Belo Horizonte, a 19 de maio de 1921. Ganhava 6 mil-réis por dia e só a cama e a comida, na pensão onde morava, num porão na avenida Afonso Pena, no centro da cidade, consumiam 50 mil-réis por mês. Matriculado num curso particular para os exames preparatórios, conheceu nessa época um rapaz magrinho, vindo de Itabira, que se formaria na Escola de Farmácia o já poeta Carlos Drummond de Andrade.
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