DIAMANTE EM FORMAÇÃO (1902-1932) Rumo a Paris Com exceção da irmã, Naná, toda a família achou que Juscelino ia dar um mau passo quando, em 1930, decidiu interromper uma carreira que ia tão bem e buscar especialização na Europa. Ele teria que abrir um parêntese, também, em seu namoro com Sarah Lemos. Mas estava mesmo decidido. Rapou as economias, vendeu o carro, levantou um empréstimo e, no final de abril, embarcou para a França.
Terminado o curso, Juscelino fez uma longa viagem de navio pelo Mediterrâneo. Conheceu o Egito, Síria, Turquia, Grécia, Terra Santa e Líbano. Esticou por terra até Milão, Veneza, Viena, Budapeste. Emocionou-se ao conhecer Praga, a capital da Checoslováquia que o bisavô Jan Nepomuscký Kubitschek trocara pelo Brasil um século antes. Estava em Berlim quando, a 3 de outubro, irrompeu no Brasil a Revolução de 1930. Em Paris, teve a confirmação da vitória, que comemorou em companhia de dois brasileiros de quem se tornara amigo na Europa: o pintor Cândido Portinari e o ator Leopoldo Fróis. De volta ao Rio de Janeiro, a 21 de novembro, por pouco não cruzou no porto com o presidente deposto, Washington Luís, que na véspera tomara o rumo do exílio.
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