DIAMANTE EM FORMAÇÃO (1902-1932)
A certidão falsa
O adolescente Juscelino parecia condenado aos horizontes curtos da vida de funcionário público, na mesmice de Diamantina quando, em 1918, um decreto federal veio tornar possível seu sonho de cursar medicina. Por causa da gripe espanhola que grassou naquele ano, o governo facilitou aos estudantes de todo o país a prestação dos exames preparatórios. O Nonô de d. Júlia pôde, assim, fazer as provas que o separavam da Faculdade de Medicina.
Ao mesmo tempo, inscreveu-se no concurso para telegrafista dos Correios. Como ainda não tinha dezoito anos, a idade mínima exigida pelo regulamento do concurso estava com dezesseis , a família recorreu a uma falcatrua em boa causa: com a cumplicidade de um amigo, Antônio Honório Perpétuo, o Ninico, oficial do registro civil em Diamantina, forjou-se uma certidão que dava Juscelino Kubitschek de Oliveira como tendo nascido não em 1902, mas em 1900. É essa a data que se pode ler em seu diploma de médico.
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