Nasce,
a 14 de março, na fazenda Cabaceiras, próxima a Curralhinho,
atual Castro Alves, filho do dr. Antônio José Alves
e d. Clélia Brasília da Silva Castro.
1852
Transfere-se
com a família para Muritiba e depois para São Félix, onde
recebe as primeiras letras.
1854
Muda-se
com a família para Salvador, na rua do Rosário, nº 1, sobrado
onde ocorrera o assassinato de Júlia Feital, o célebre crime
da bala de ouro.
1855
Muda-se
para a rua do Paço, em Salvador.
1856
Estuda
no Colégio Sebrão.
1858
Passa
a estudar no Ginásio Baiano, de Abílio César Borges,
futuro Barão de Macaúbas. Passa a residir no Solar da Boa
Vista.
1859
Falecimento
da mãe, d. Clélia de Castro Alves.
1860
Recita,
a 9 de setembro, as suas primeiras poesias no Ginásio Baiano.
1861
Declama,
a 3 de julho, o seu primeiro poema dedicado ao 2 de julho,
ainda no Ginásio Baiano.
1862
Casamento
do pai, dr. Antônio José Alves, com a viúva Maria Ramos
Guimarães. Transfere-se para o Recife com o irmão mais velho,
José Antônio. A 23 de junho publica, no Jornal do Recife,
" Destruição de Jerusalém" .
1863
Tenta,
sem êxito, em março, matricular-se na Faculdade de Direito
do Recife. Estréia de Eugênia Câmara no Teatro Santa Isabel.
Sofre uma hemoptise e publica seus primeiros versos abolicionistas.
Seu irmão José Antônio, com sintomas de desequilíbrio mental,
é transferido para o Rio de Janeiro.
1864
Suicídio
de José Antônio, em Curralinho. Matricula-se no primeiro
ano do curso jurídico e redige com colegas o jornal O Futuro.
Escreve " Mocidade e Morte", com o título primitivo de "O
Tísico". Volta para a Bahia em outubro, interrompendo o curso.
1865
Retorna,
em março, ao Recife, em companhia de Fagundes Varela. A 11
de agosto, na data comemorativa da abertura dos cursos jurídicos
declama " O século". Passa a residir na rua do Lima, em companhia
de Idalina, onde escreve diversos poemas de Os escravos.
Alista-se no Batalhão Acadêmico de Voluntários para a Guerra
do Paraguai, a 19 de agosto. Em dezembro desembarca na Bahia,
em companhia de Fagundes Varela.
1866
Falecimento
do pai, a 23 de janeiro. De volta ao Recife, matricula-se
no segundo ano do curso jurídico. Funda uma sociedade abolicionista
com Rui Barbosa e outros colegas. Lança o jornal A Luz.
Polemiza pela imprensa com Tobias Barreto. Em 7 de setembro,
no Teatro Santa Isabel, recita "Pedro Ivo". Torna-se amante
de Eugênia Câmara.
1867
Vive
com Eugênia Câmara no povoado do Barro, onde conclui o drama
Gonzaga. Em maio retorna com ela para a Bahia. Em 7
de setembro o Gonzaga estréia no Teatro São João, com
grande sucesso. Em outubro volta a residir na Boa Vista.
1868
Viaja,
a 8 de fevereiro, para o Rio de Janeiro, sempre em companhia
de Eugênia Câmara. É recebido por José de Alencar e Machado
de Assis. A 11 de março parte para São Paulo. Declama a "Ode
ao Dous de Julho", no Teatro São José, com grande consagração.
Em 7 de setembro recita "O navio negreiro", também triunfalmente.
Estréia do Gonzaga, a 25 de outubro, no mesmo teatro.
Desentendimentos seguidos de separação com Eugênia Câmara.
A 11 de novembro, durante uma caçada no Brás, a espingarda
dispara acidentalmente, alojando-se toda a carga no calcanhar
esquerdo do poeta.
1869
Matricula-se
no quarto ano jurídico, começando a sofrer de enfraquecimento
pulmonar. Chega ao Rio de Janeiro, profundamente combalido,
a 21 de maio. Hospeda-se na casa de seu amigo Luís Cornélio
dos Santos, onde tem o pé amputado, a frio, no mês de junho.
Último encontro com Eugênia Câmara, no Teatro Fênix Dramática,
a 31 de outubro. Embarca para a Bahia a 25 de novembro.
1870
Segue,
a conselho médico, para Curralinho, e depois para a fazenda
Santa Isabel, em Orobó, onde termina A Cachoeira de Paulo
Afonso. Volta em setembro para Salvador, onde, no mês seguinte,
lança as Espumas Flutuantes.
1871
Apaixona-se
pela cantora italiana Agnèse Trinci Murri. Recita pela última
vez, a 10 de fevereiro, na Associação Comercial, em benefício
das crianças francesas vítimas da Guerra Franco-Prussiana.
Seu estado de saúde agrava-se após a noite de São João. Expira
às três e meia da tarde do dia 6 de julho, no Palacete do Sodré, junto
a uma janela banhada pelo sol.