ANTÔNIO DE CASTRO ALVES

Em 1997 o Projeto Memória foi dedicado a Antônio de Castro Alves, um dos maiores nomes romantismo brasileiro. Poeta e ardoroso defensor do abolicionismo, Castro Alves foi homenageado nos 150 anos de seu nascimento com as seguintes iniciativas: edição de livro, exposição itinerante, montagem de balé, produção de CD-ROM, edição de cartilha, revitalização do Museu do Parque Histórico Castro Alves, em Cabaceiras do Paraguaçu (BA), doação do acervo da exposição para o Museu de Cabaceiras e restauração do Memorial Castro Alves, em Muritiba (BA).
MONTEIRO LOBATO

No decorrer de 1998, o Projeto Memória reverenciou Monteiro Lobato nos cinqüenta anos de sua morte. Autor de nossa melhor literatura infanto-juvenil, responsável por uma das maiores revoluções editoriais no país e promotor de memoráveis campanhas nacionais em prol da modernidade, Lobato foi homenageado com a edição de uma premiada biografia, uma exposição itinerante, um videodocumentário, um site na internet, duas exposições didáticas permanentes, uma cartilha, uma edição fac-similar de seu livro O Sacy-Perêrê: Resultado de um inquerito, informatização da Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato (São Paulo), reforma da Chácara do Visconde, em Taubaté (São Paulo) e doação do acervo da exposição itinerante para a Chácara.
RUI BARBOSA

Jurista, jornalista e político, um dos principais personagens da implantação do regime republicano no Brasil, Rui Barbosa foi o personagem do Projeto Memória de 1999, ano de seu sesquicentenário de nascimento. Em sua homenagem, foram realizadas as seguintes ações culturais: exposição itinerante, publicação de fotobiografia, web-site na internet, edição de cartilha e reforma do Museu Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro.
PEDRO ÁLVARES CABRAL

No ano de 2000, como parte das comemorações do V Centenário do Descobrimento do Brasil, o Projeto Memória resgatou a figura de Pedro Álvares Cabral, revelando aspectos desconhecidos de sua vida, bem como detalhes da saga do descobrimento e o contexto político, econômico e social da época. O projeto desenvolveu as seguintes atividades: exposição itinerante, edição de livro-catálogo, web-site na internet, produção de jogo RPG e reforma da Casa de Cabral, em Santarém, Portugal. Este site, com formato de revista, teve 13 edições. Esta é a última. A cada número, as revistas trouxeram uma série de artigos, que podem ser acessados pelo ícone Edições Anteriores, no menu principal.
RETROSPECTIVA PROJETO MEMÓRIA

Desde sua criação em 1997, o Projeto Memória vem se revelando umas das mais abrangentes iniciativas culturais do País. Após homenagear Castro Alves (1997), Monteiro Lobato (1998) e Rui Barbosa (1999), o projeto no ano 2000 celebrou os 500 anos do Descobrimento do Brasil levando a exposição “Cabral, o Viajante do Rei” a mais de 200 municípios brasileiros.
Em 2001, visando a perenização de suas ações, o Projeto resgatou parte do material produzido nas quatro edições anteriores, através das seguintes iniciativas:
a) reedição das cartilhas publicadas, em formato de fascículos com capa dura para acondicionar as próximas edições;
b) produção de painéis expositivos sintetizando o conteúdo iconográfico das
quatro exposições.
Os fascículos foram distribuídos em escolas e bibliotecas públicas dos 750 municípios atendidos pela Fundação. Já os painéis expositivos, além de seguirem o roteiro nacional do Circuito Cultural Banco do Brasil, foram destinados à montagem em espaços culturais de grande acesso público, como instituições educacionais, shoppings e Agências BB.
JUSCELINO KUBITSCHEK

Se estivesse vivo, o homenageado de 2002 – o presidente Juscelino Kubitschek – completaria cem anos no dia 12 de setembro.
JK, como ficou conhecido, aliava uma irresistível simpatia a uma energia extraordinária. Fez o Brasil mudar de identidade, deixando o secular perfil agrário para se transformar numa nação moderna, urbana e industrial. Democracia, desenvolvimento e criatividade foram palavras-chave de sua administração.
Nesta edição do Projeto Memória, integrada por este website, uma fotobiografia, uma exposição itinerante, um videodocumentário e uma cartilha, não se conta apenas a história do criador de Brasília, mas também se relembra um dos períodos mais brilhantes e fecundos da vida no país – os chamados "anos JK".
OSWALDO CRUZ

Um século depois, é difícil imaginar o que significou a extraordinária contribuição de Oswaldo Cruz (1872-1917) para o desenvolvimento da vida nacional. O Brasil de seu tempo estava minado por devastadoras epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica. O grande sanitarista abriu guerra contra esses males e saiu vitorioso. A partir de suas ações, a preocupação com a saúde pública se implantou em definitivo no Brasil e a vacinação se tornou prática corriqueira.
A homenagem que o Projeto Memória presta a Oswaldo Cruz compreende uma exposição itinerante, um livro de arte, um site na internet, um videodocumentário e um almanaque para uso em sala de aula. O objetivo vai além de retratar o personagem; o que se quer, também, é situá-lo na moldura de seu tempo, compondo o quadro de uma passagem significativa da história do Brasil.
JOSUÉ DE CASTRO

Após trinta anos da morte de Josué de Castro (1908-1973), o Brasil volta a abordar com mais intensidade o tema da fome, que durante muito tempo foi considerado um tabu na nossa sociedade.
Com suas propostas e idéias, Josué conquistou seguidores no Brasil e no exterior, sendo eleito presidente do Conselho Executivo da FAO, Órgão das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. Josué de Castro sempre foi um severo crítico do sistema econômico predominante no mundo, pois acreditava que um mundo com justiça social, equilíbrio ecológico e paz só se constrói com o fim do flagelo da fome.
A Exposição Josué de Castro - Por um Mundo Sem Fome reúne fotos, documentos, trechos de artigos, ensaios e palestras que nos permitem conhecer um pouco da sua história.
PAULO FREIRE

Criado em 1997, o Projeto Memória tem como objetivo valorizar a cultura e a história do País, homenageando personalidades e celebrando fatos que ajudaram a construir a identidade nacional.
Uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil em parceria com a Petrobras, desde 2004, por meio do Programa Petrobras Fome Zero, e, neste ano, com o Instituto Paulo Freire, o Projeto chega à sua nona edição homenageando Paulo Freire, um dos maiores educadores brasileiros do século XX. Autor de mais de 40 livros, traduzidos para mais de 20 idiomas, criador de uma autêntica teoria do conhecimento, um dos mais expressivos pensadores do nosso tempo. O foco central da vida de Freire foi a luta com e em defesa dos oprimidos e oprimidas de todo o mundo. Para tanto, criou uma proposta educacional revolucionária que, incorporando um conjunto de princípios ético-político-pedagógicos, forjou uma fecunda teoria do conhecimento a serviço da conscientização política, em que a educação é prática da liberdade.
NÍSIA FLORESTA

Com o Projeto Memória “Nísia Floresta: uma Mulher à Frente do seu Tempo”, a Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Petrobras e neste ano com a REDEH – Rede de Desenvolvimento Humano, apresenta ao público um importante nome da história do País. Nascida no Rio Grande do Norte, em 1810, a educadora e escritora Nísia Floresta é considerada a precursora dos ideais feministas no Brasil, tendo publicado aquele que é tido como o primeiro texto do feminismo na América Latina, o livro “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”. Nessa obra, e em muitas das que viriam posteriormente, ela defendeu uma educação mais ampla para as mulheres, no mesmo nível da que era oferecida aos homens, algo impensável nas primeiras décadas do século 19. Enxergava no acesso ao ensino mais elevado o ponto de partida para que o sexo feminino pudesse sair dos bastidores e começar a exercer papéis mais decisivos na sociedade. Nísia Floresta atuou também contra a escravidão, em favor dos índios e pela desmistificação da imagem do País no exterior, deixando um total de 15 títulos publicados, além de inúmeras colaborações na imprensa.
JOÃO CÂNDIDO

Com o Projeto Memória “João Cândido – A luta pelos direitos humanos”, a Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Petrobras e em 2008 com a participação da Associação Cultural do Arquivo Nacional (ACAN), apresenta ao público um importante nome da história do país: João Cândido Felisberto. Nascido no Rio Grande do Sul, em 1880, o marinheiro é o principal líder da Revolta da Chibata, levante ocorrido em novembro de 1910, no Rio de Janeiro. Os marinheiros exigiam melhores soldos, alimentação digna e o fim da prática da chibata nos navios brasileiros. O movimento eliminou da Marinha de Guerra a prática dos castigos corporais como punição aos marujos. A revolta abalou as estruturas do governo da época, que teve de tomar medidas rápidas para atender às solicitações dos rebeldes e trazer a paz de volta às águas da Guanabara. João Cândido e seus companheiros se tornaram exemplos de luta pelos direitos humanos.
RONDON

O site "Rondon - a construção do Brasil e a causa indígena" apresenta a trajetória do Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958). Sua vida longa e atuação intensa envolvem questões sobre meio ambiente, meios de comunicação, inovações técnicas, diversidade cultural e, sobretudo, a formação do Brasil. Podemos acompanhar os passos desse militar que, pregando a paz e a defesa das populações indígenas, percorreu cerca de 50 mil quilômetros pelo País, instalando fios telegráficos e demarcando fronteiras, contribuições importantes para a integração nacional. Um pouco de toda essa história pode ser vista aqui, uma das cinco peças do Projeto Memória, e também no videodocumentário, no livro fotobiográfico, no conjunto pedagógico (Almanaque Histórico, Guia do Professor) e na exposição do projeto. Todos disponíveis para visualização de download.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Nesta edição, o Projeto Memória homenageia Carlos Drummond de Andrade, poeta e cronista. Falando do presente e do passado, sua obra fixa a memória, patrimonializando a vida, para preservá-la da destruição iminente. Testemunha sobre os fatos e coisas do presente, escrevendo com elegância e leveza sobre temas cotidianos: cinema, esporte, música, personalidades da época, acontecimentos históricos brasileiros e mundiais. Mas, ao fazer isso, revela a verdade profunda de sua poesia.

Homenageado em samba-enredo pela Estação Primeira de Mangueira e tornado patrimônio público em forma de estátua na praia de Copacabana, continua ali sua missão de grande observador do cotidiano.

Além deste site, o Projeto Memória desenvolve mais quatro peças. São elas: O videodocumentário, o livro fotobiográfico, o conjunto pedagógico (Almanaque Histórico, Guia do Professor) e uma exposição. Todos disponíveis para visualização e download.